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06 May, 2018

Fomos ao Escape Club conhecer o País das Maravilhas

Publicado por atoupeira em 23/04/2018 |

Há 153 anos, o mundo literário foi agraciado com a história de uma garotinha que faz uma viagem fantástica a um mundo repleto de magia e personagens inesquecíveis. Em uma passagem de “Alice no País das Maravilhas”, Lewis Carroll coloca a protagonista questionando o Chapeleiro Louco sobre sua sanidade, eis que ele então responde à sua dúvida de como a considera: “Louca, louquinha. Mas vou te contar um segredo: as melhores pessoas são”.

Foi com esse espírito que eu e meus colegas da Equipe Divertidos adentramos à sala “Alice no País das Maravilhas”, uma das três disponíveis no Escape Club, localizado no bairro da Vila Mariana, na capital paulista. Antes do início da partida, passamos alguns momentos na área externa do estabelecimento, um local muito agradável que já acolhe os visitantes e nos faz sentir confortáveis e ao mesmo tempo animados – principalmente com um jogo de dardos que nos provocou muitos risos e até certo espanto com nossa habilidade (ou a falta dela em alguns lances mais desajeitados).

Uma vez dentro da sala, é fácil esquecer que estamos em um cenário fictício. A ambientação completa – tanto a parte sonora quanto visual – nos coloca de forma imediata no mundo imaginado por Carroll, que mesmo após tantos anos de seu lançamento, continua com a capacidade de encantar intacta. O que de fato importa é que, por no máximo 90 minutos – tempo limite da partida -, “Somos todos Alice”.

É complicado falar sobre a sala sem dar nenhum spoiler, assim como é impossível enumerar todas suas qualidades. Os desafios são lógicos e coerentes (lembrando que coerência não é algo que possa ser associado à narrativa desta fábula!) e, naturalmente incitam o grupo a jogar de maneira coletiva. Dentro de um mesmo enigma, pode haver percepções diferentes / individuais que acabam levando à resposta exata.

Depois de quase dois anos conhecendo as mais diversas salas de escape em São Paulo, posso dizer, sem medo de errar, que essa foi a que mais me surpreendeu. Quando você acha que não dá para ficar mais perfeito, uma porta se abre, um enigma se resolve e algo ainda mais incrível surge para aumentar o êxtase do grupo. Nunca eu e uma colega de equipe gritamos tanto de euforia, como duas crianças que se veem diante – ou melhor, dentro – de uma de suas histórias favoritas e o melhor: interagindo com elementos tão conhecidos e queridos por nossas memórias de infância.

Mas, e quem não conhece a história original na qual o escape se baseia? Dá para se divertir também, mas nesse caso em específico, os fãs acabarão tendo mais facilidade até mesmo para entender as propostas de cada desafio, pois todos remetem de maneira bastante fiel (e funcional) às melhores passagens do livro / adaptações da obra.

Fomos monitorados pelo Leonardo, que se mostrou incrível desde o instante em que nos recebeu no local. Com muito boa vontade, tirou nossas dúvidas, contou um pouco mais sobre o Escape Club e aumentou nossa vontade de conhecer as outras salas já abertas ao público: Sherlock Holmes – Investigação Misteriosa e Leonardo Da Vinci. Durante a partida, foi eficiente nos momentos em que solicitamos orientação sobre as escolhas tomadas, sem que isso interferisse demais no jogo.

A vontade é de escrever muito mais, sobre cada detalhe e o visível cuidado na concepção de cada um, porém, a riqueza da experiência é chegar sabendo o menos possível, para que a imersão proposta seja total. Mas, em resumo, a conclusão a que chegamos ao término da partida é que agora nossas aventuras serão divididas em AA e DA – Antes de Alice e Depois de Alice.

E, respondendo à questão da personagem, os melhores escapers também são louquinhos como ela!

Para mais informações e reservas, acesse: www.escapeclub.com.br. Acompanhe as aventura de nossas equipe no Instagram: www.instagram.com/escapersdivertidos/.

Importante: A sala fica no segundo andar do estabelecimento e é necessário usar a escada para chegar nela (não há elevador ou rampa de acesso). Também vale dizer que há etapas cruciais que podem ser difíceis de serem completadas por pessoas com problemas de mobilidade.

por Angela Debellis

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